Biologia
no Ensino Médio
Na década de
1950, a tendência do ensino no Brasil era de tratar os assuntos considerando os
vários grupos de organismos separadamente e suas relações filogenéticas. As
aulas práticas tinham como meta principal ilustrar as aulas teóricas.
Na década de
1960 a situação se modificou por ação de três grupos de fatores: o progresso da
biologia, a constatação internacional e nacional da importância do ensino de
ciências como fator de desenvolvimento, e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional de 20 de dezembro de 1961, que descentralizou as decisões
curriculares, até então de responsabilidade da administração federal.
A explosão
do conhecimento biológico provocou uma transformação na tradicional divisão,
botânica e zoologia, passando do estudo das diferenças para a análise de
fenômenos comuns a todos os seres vivos. Essa análise, feita em todos os níveis
de organização, da molécula à comunidade, teve como consequência incluir nos
currículos escolares um novo e amplo espectro de assuntos, indo da ecologia e
genética de populações até a genética molecular e a bioquímica.
Mesmo com
variações, o ensino médio ainda é feito de forma descritiva, com excesso de terminologia
sem vinculação com a análise do funcionamento das estruturas. Contribui
bastante para reforçar um ensino teórico, enciclopédico, que estimula a
passividade, o exame vestibular que exige conhecimentos fragmentários e
irrelevantes. De acordo com Castro (1979), “analisando-se dados colhidos em
pesquisas de campo pode-se obter uma imagem da distância que separa as várias
formulações por um ensino menos livresco de Ciências e a metodologia da ação
didática adotada pelo professor em classe”.
Fonte:https://biocienciaforadehora.wordpress.com/2016/01/12/pratica-de-ensino-de-biologia-myriam-krasilchik/
Fonte da imagem: https://unibhrecursoshumanos.files.wordpress.com/2015/10/blog.png



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